[IMPORTANTE] Cadastramento para alunos 2013.1 para o acesso ao Restaurante Universitário

ATENÇÃO CALOUROS(AS),

Nova forma de cadastramento para o acesso ao Restaurante Universitário, visando facilitar os alunos no período que ainda não tem o comprovante definitivo de matrícula.

Cadastramento para o acesso ao Restaurante Universitário dos alunos ingressos no primeiro semestre de 2013.

Horário: Diariamente das 8h00 às 10h00 e das 14h00 às 16h00.

Documentos necessários: Carteira de Identidade e CPF.

Fonte: http://www.ufrpe.br/progest/index.php/2-uncategorised/120-cadastramento-para-o-acesso-ao-restaurante-universitario

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A história do envenenamento de crianças pelo agrotóxico da Syngenta em Goiás.

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No dia 17, foi descoberto que sete casos necessitariam de acompanhamento médico especializado, por terem sido diagnosticados problemas nos rins e fígados das crianças.

22/05/2013

da Campanha Contra os Agrotóxicos

O mono-motor sobrevoou, às 9h20, do dia 03 de maio de 2013, a escola pública “São José do Pontal”, localizada no Projeto de Assentamento “Pontal dos Buritis”, que abriga 150 famílias, às margens da Rodovia GO-174, no município de Rio Verde (GO), situada a 130 km da área urbana.

Num período de 20 minutos, o piloto sobrevoou por cinco vezes a escola, em especial a quadra de concreto, molhando com o pesticida “Engeo Pleno”, da empresa Syngenta, 60 crianças que ali se encontravam.

Os alunos, com idade entre 4 a 16 anos, que naquele momento lanchavam a céu aberto, engoliram o composto denominado piretroide (classe toxicidade 3 e 4), sem conhecimento perigo no primeiro instante.

Em seguida todos já afetados pelo veneno sentiram, no primeiro momento coceira na pele, falta de ar, tonturas, problemas na visão,  logo após varias crianças desmaiaram, enquanto que outras  tentaram se livrar do pesticida se lavando com água e sabão. Os professores pediram ajuda por telefone.

A maioria das vitimas foi levada para a cidade mais próxima, Montevidio, localizada a 30 km. Dessas, 28 ficaram internadas no hospital municipal, vomitando, com a boca seca e sentindo tonturas permanentes.

Alguns alunos foram socorridos pelos próprios pais, que os transferiram para a Unidade do Pronto Atendimento – UPA, na cidade de Rio Verde, tendo recebido alta no dia 5 de maio de 2013.

No último dia 17 deste mês, as crianças retornaram ao UPA Rio Verde e no dia seguinte, foi descoberto que sete casos necessitariam de acompanhamento médico especializado por ter sido diagnosticado problemas nos rins e fígado.

As denúncias foram registradas junto a Agência Goiana de Defesa Agropecuária  – AGRODEFESA, no IBAMA e na Policia Civil, cujas instituições estão investigando o caso, que não  se trata de fato isolado, conforme informa o Delegado Danilo Carvalho, responsável pelo 8º Distrito Policial, e considera o acidente como crime federal. O piloto e a empresa responsável pela aeronave (Aviação Agrícola Agrotex LTDA) foram multados.

O engenheiro agrônomo da Cooperativa Comigo, responsável pelo receituário, não se manifestou sobre o fato.

Uma equipe multidisciplinar, formada por toxicólogos, médicos, sanitarista, psicólogos, biólogos, dentre outros, irá  acompanhar as vítimas e suas eventuais sequelas.

Os agrotóxicos

O Engeo Pleno é um inseticida da Syngenta e é constituído por uma mistura de lambda cialortrina e tiametoxan. O último é um neonicotinóide que está sendo proibido na Europa devido à associação com o colapso das colmeias.

O tiametoxam está na lista de agrotóxicos (junto com imidacloprido,Clotianidina e Fipronil) em reavaliação ambiental pelo IBAMA, para fins de revisão do registro, como publicado num comunicado no DOU de 19 de julho de 2012, por serem altamente tóxicos para abelhas. No mesmo comunicado que indicou a reavaliação, havia a indicação de suspensão imediata de pulverização aérea.

No entanto, posteriormente foi publicado no DOU de 03 de outubro de 20,13 o cancelamento da suspensão da pulverização aérea anunciada em julho. No DOU de 04 de janeito deste ano o MAPA publica Instrução Normativa onde permite, até o fim da reavaliação ambiental desses quatro venenos, a pulverização desses agrotóxicos para as culturas de algodão, soja, cana-de-açúcar, arroz e trigo, proibindo-a somente no período de floração.

Pelo que tudo indica, o tiametoxam, do ponto de vista ambiental, já poderia ter sido proibido e, pelo menos pelo principio da precaução, não deveria mais ser utilizado por pulverização aérea, podendo até ter evitado o acidente relatado. Além do que sua pulverização aérea não ser permitida para lavouras de milho, muito menos é recomendada para “controle de pulgão”.

Do ponto de vista da saúde a lambda-cialotrina está associada a distúrbios neuromotores, como mostrado em estudo com ratos (Dossie Abrasco parte 1). Já o tiametoxam pode causar ansiedade e alterar os níveis da acetilcolinesterase (Behavioral and biochemical effects of neonicotinoid thiamethoxam on the cholinergic system in rats. Rodrigues et al, 2010). O tiametoxam também mostrou efeitos hepatotóxicos e tumores de fígado em camundongos, mas não em ratos. Segundo os autores do estudo o modo de ação não é relevante para seres humanos (Case Study: Weight of Evidence Evaluation of the Human Health Relevance of Thiamethoxam-Related Mouse Liver Tumors. Pastoor et al, 2005).

(Foto: Sindicato dos Químicos Unificados)

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12996

Reportagem Vídeo – A Umburana Árvore Preferida das Abelhas Nativas da Caatinga

No dia 27 de abril, véspera do Dia da Caatinga, o Programa Nordeste Viver e Preservar exibiu matéria sobre a Umburana de Cambão, onde a APIME (Associação Pernambucana de Apicultores e Meliponicultores) teve uma participação.

A umburana de cambão é conhecida como “Pau de Abelha”, árvore fundamental para conservação dos ninhos existentes e de fornecer novos locais de nidificação das abelhas nativas, polinizadores da flora do bioma caatinga.
A sugestão da matéria ao Programa foi da APIME.
Agradecemos à Jornalista Beatriz Castro, da Rede Globo por sua atenção à causa da preservação das abelhas nativas. Lembremos que a primeira matéria do Programa foi sobre a Abelha Uruçu, com o Casal Chagas e Selma, da APIME.
Para assitir ao vídeo acessar o endereço abaixo.
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As sementes de suicídio da Monsanto

Fotografias de sorridentes e prósperos agricultores na propaganda da Monsanto Índia são uma tentativa desesperada da transnacional e da sua maquinaria de relações públicas para desvincular a epidemia de suicídios de agricultores hindus do crescente controle que a empresa exerce sobre o fornecimento de sementes de algodão (atualmente a Monsanto controla 95% das sementes de algodão da Índia)

15/04/2013

Vandana Shiva*

(Tradução do espanhol por Renzo Bassanetti)

“A Monsanto é uma empresa agrícola. Aplicamos a inovação e a tecnologia para ajudar os agricultores de todo o mundo a produzir mais conservando mais.”

“Produzir mais e conservar mais melhorando a vida dos agricultores.”

Essas são as promessas que encontramos no site web da Monsanto Índia, acompanhadas por fotografias de sorridentes e prósperos agricultores do estado de Marahashtra. Trata-se de uma tentativa desesperada da Monsanto e da sua maquinaria de relações públicas para desvincular a epidemia de suicídios de agricultores hindus do crescente controle que a empresa exerce sobre o fornecimento de sementes de algodão (atualmente a Monsanto controla 95% das sementes de algodão da Índia). O controle das sementes é o primeiro elo da cadeia alimentar, já que as sementes são a fonte da vida. Quando uma empresa controla as sementes, controla a vida, especialmente a vida dos agricultores.

O concentrado controle que a Monsanto exerce sobre as sementes, tanto na Índia como em todo o mundo é um fato altamente preocupante, e o que conecta entre si os suicídios dos agricultores na Índia, os julgamentos “Monsanto versus Percy Shmeiser” no Canadá e “Monsanto versus Bowman”, nos EUA, e a ação no valor de 2,2 bilhões de dólares, interposta contra a Monsanto por agricultores brasileiros pela injusta cobrança de royalities.

Graças às suas patentes de sementes, a Monsanto se transformou no “Senhor da Vida” em nosso planeta, auferindo receitas no conceito de renovação da vida dos agricultores, os criadores originais.

As patentes das sementes são ilegítimas porque introduzir um gene tóxico em uma célula vegetal não é “criar” ou “inventar” uma planta. As sementes da Monsanto são sementes de mentira: a mentira de dizer que a Monsanto é criadora de sementes e de vida, a mentira de que, enquanto a Monsanto processa os agricultores e os asfixia em dívidas, pretende nos fazer crer que trabalha em prol de seu bem-estar, e mentira de que os OGM (organismos geneticamente modificados) estão alimentando o mundo. Os OGM não estão conseguindo controlar as pragas e as ervas daninhas, e em troca tem provocado o surgimento de super pragas e super-ervas daninhas.

A entrada da Monsanto na área hindu de sementes foi possível  graças a uma política de sementes imposta em 1988 pelo Banco Mundial, que obrigou o governo da Índia a desregulamentar o setor. Cinco coisas mudaram com a entrada da Monsanto: em primeiro lugar, as empresas hindus ficaram presas em joint-ventures e acordos de concessão de licenças. Em segundo lugar, as sementes, que tinham se constituído no recurso comum dos agricultores se transformaram em “propriedade intelectual” da Monsanto, que começou a cobrar royalities por elas, fazendo com que seu custo aumentasse. Em terceiro lugar, as sementes de algodão de polinização aberta foram substituídas pelas sementes híbridas, incluídas as híbridas transgênicas. Dessa forma, um recurso renovável transformou-se num produto patenteado não renovável. Em quarto lugar, o algodão, que até então tinha sido cultivado em combinação com outros cultivos alimentares, agora tinha que ser plantado em regime de monocultura, o que implicava em maior vulnerabilidade diante das pragas, doenças, secas e más colheitas. Em quinto lugar, a Monsanto começou a subverter os processos de regulação na Índia e, de fato, começou a usar recursos públicos para incentivar seus híbridos não renováveis e seus transgênicos através das chamadas associações público-privadas (PPP-Public-Private Partnerships).

Em 1995, a Monsanto apresentou na Índia sua tecnologia Bt, através de uma joint-venture com a companhia hindu Mahico. Em 1997-98, a Monsanto começou a fazer ensaios ilegalmente sobre o terreno com seu algodão transgênico Bt, e anunciou que no ano seguinte iniciaria a venda comercial de sementes. Desde 1989, a Índia conta com uma normativa para regular os cultivos transgênicos no quadro da Lei de Proteção ao Meio Ambiente. Para realizar pesquisas com cultivos transgênicos é necessário obter a correspondente autorização do Comitê de Aprovação de Engenharia Genética, dependente do Ministério do Meio Ambiente. A Fundação de Investigação para a Ciência, Tecnologia e Ecologia processou a Monsanto diante do Tribunal Supremo da Índia, e a Monsanto não pôde começar a comercializar suas sementes de algodão Bt até 2002.

Após o relatório condenatório do Comitê Parlamentar da Índia sobre Cultivos Bt de agosto de 2012, o painel de técnicos especialistas nomeados pela Corte Suprema recomendou uma moratória de 10 anos para os experimentos sobre o terreno de qualquer cultivo transgênico, assim como a interrupção de todas as pesquisas em andamento.

Contudo, já então a agricultura da Índia tinha se transformado.

O monopólio da Monsanto sobre as sementes, a destruição das alternativas, a obtenção de super-lucros no conceito dos royalities e a crescente vulnerabilidade das monoculturas criaram um contexto que propicia o crescimento das dívidas, dos suicídios e a angústia agrícola que alimenta a epidemia de suicídios dos camponeses hindus. O controle sistêmico se intensificou com o algodão Bt, por isso a maioria dos suicídios ocorre na cultura algodoeira.

Uma assessoria interna do Ministério da Agricultura da Índia de janeiro de 2012 informou o seguinte aos estados hindus produtores de algodão: “Os produtores de algodão atravessam uma profunda crise desde que fizeram a opção pelo algodão Bt. A onda de suicídios de agricultores em 2011-2012 foi particularmente severa entre os produtores de algodão Bt”.

O estado hindu com maior superfície dedicada ao cultivo de algodão Bt é Maharashta, que é também onde os suicídios de agricultores são mais numerosos. Os suicídios aumentaram depois da introdução do algodão Bt: a arrecadação de royalities por parte da Monsanto e o elevado custo das sementes e dos produtos químicos afogaram os camponeses em dívidas. Segundo dados do governo da Índia, quase 75% da dívida rural provém da compra de insumos. À medida  que crescem os lucros da Monsanto, cresce também a dívida dos agricultores. É nesse sentido que as sementes da Monsanto são sementes do suicídio.

O ponto crucial das sementes do suicídio é constituído pela tecnologia que a Monsanto patenteou para criar sementes estéreis (chamada de “Tecnologia Terminator” pelos meios de comunicação, a tecnologia das sementes estéreis é um tipo de Tecnologia de Uso Restritivo de Genes [Gene Use Restriction Technology – GRUT], em virtude da qual a semente produzida em um cultivo não pode reproduzir-se: as colheitas não produzem sementes viáveis, ou produzem sementes viáveis com genes específicos apagados]. O Convênio sobre Diversidade Biológica proibiu seu uso. Se esse uso não tivesse sido proibido, a Monsanto teria obtido lucros ainda maiores com suas sementes.

O discurso da Monsanto sobre “tecnologia” trata de esconder que seu verdadeiro objetivo é o controle das sementes e que a engenharia genética é simplesmente um instrumento para controlar sementes e alimentos através de patentes e direitos de propriedade intelectual.

No acordo da OMC sobre   Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio, um representante da Monsanto admitiu que eles são, “simultaneamente a pessoa que diagnostica o paciente e seu médico”, quando redigem suas patentes sobre formas de vida que vão desde microorganismos até plantas. Impedir que os agricultores guardem sementes e que as utilizem de forma soberana era seu objetivo principal. Atualmente, a Monsanto está ampliando suas patentes para as sementes melhoradas convencionalmente, como são os casos do brócolis, da pimenta e do trigo com baixo teor de glúten que ela tinha pirateado da Índia, e que denunciamos diante do Escritório Europeu de Patentes como um caso de biopirataria.

Por isso, colocamos em andamento Fibres for Freedom (Fibras da Liberdade) no coração do cinturão suicida do algodão Bt da Monsanto em Vidharba. Criamos bancos comunitários de sementes autóctones e ajudamos aos agricultores para que passem para a agricultura orgânica. Sem sementes transgênicas não há dividas nem suicídios.

*Vandana Shiva é autora é diretora executiva da Fundacão Navdanya.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12652

Inscrições prorrogadas para o I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia

Prorrogadas as inscrições para o I Seminário Nacional de Educação em Agroecologia até o dia 22 de maio de 2013.

O novo cronograma será divulgado em breve!!!

Pedimos que todos/as divulguem estas informações o mais amplamente possível, incentivando assim as pessoas/instituições a participarem do Seminário.

Informações e contatos podem ser feitos através do email snea@aba-agroecologia.org.br e pelo blog http://sneagroecologia.blogspot.com.br/.

Nos próximos dias divulgaremos maiores informações sobre a programação do evento.

fonte: http://grupodepesquisaemagroecologia.blogspot.com.br/

Nota do Diretório Acadêmico de Agronomia sobre a sua nova Diretoria.

Por Flavinha Medeiros*

Então pessoal, boa noite!

Como vocês devem ter visto, as eleições do diretório acadêmico de agronomia já aconteceram e a Chapa 1: “Mais Vale o que Será” é referendada mais uma vez pelos estudantes de Agronomia da UFRPE-Sede e continua na gestão do Diretório Acadêmico!

Mas ela continua com uma nova cara, pois novos estudantes quiseram agregar aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos por quem sempre representou muito bem o curso da Agronomia dentro das instâncias da Universidade. Bom, tendo em vista que o período de campanha foi atropelado e corrido pela dificuldade do calendário, nós não conseguimos debater com afinco todas as nossas propostas, pois, além de sermos todos estudantes e com este período corrido, infelizmente não conseguimos fazer a campanha como desejávamos! Lamentamos muito o ocorrido, mas acreditamos que reconhecer o erro é o primeiro passo para que se possa acertar no futuro, e é o que faremos ao longo desse ano que vocês nos deram para trabalhar para os estudantes e com os estudantes de Agronomia!

Por isso é de extrema importância apresentar a vocês pelo menos um pouco de quem está se propondo a trabalhar em prol do curso de Agronomia.

Coordenação Geral – Adriano Senna e Flavinha Medeiros
Coordenação de Finanças – Túlio De Luna e Filipe Bezerra
Coordenação de Políticas Universitárias: Fábio Murdiga Silva
Coordenação de Assistência Estudantil – Isabella Amaral
Coordenação de Comunicação – Túlio de Luna
Coordenação de Eventos: Wesley Albuquerque Maranhão
Coordenação de Esportes, Cultura e Lazer: Allan Marques
Coordenação de Mulheres: Flavinha Medeiros.

Com isso, estamos abertos a conversar com todo e qualquer estudante que esteja com dúvidas, que queira conhecer o novo grupo que agora os representa, que queira contribuir, participar, opinar sobre os planos que a gente tem em relação a eventos, seminários, recepção de calouros, enfim, algumas das muitas atividades que estamos querendo tocar esse ano!

Agradecemos a confiança do voto de cada estudante, e sabemos que deram mais uma vez o referendo para que estejamos tocando as tarefas porque conhecem o grupo e sabe que se muito vale o que já foi feito… Mais Vale o que Será!

*Flavinha Medeiros é Coordenadora Geral do D.A de Agronomia, Discente do 5º Período de Agronomia e Diretora de Finanças do DCE-UFRPE Odijas Carvalho de Souza.Image

UFRPE inaugura programa de rádio sobre Agroecologia nesta sexta.

25 de abril de 2012

A UFRPE, por intermédio do Núcleo de Agroecologia e Campesinato do Departamento de Educação (NAC/DED), inaugura, nesta sexta-feira (27/04), o programa Agroecologiana Rádio Comunitária Damata FM, em São Lourenço da Mata. A iniciativa faz parte das ações que vem sendo desenvolvidas no âmbito do Programa de Extensão Transição agroecológica – produção, comercialização e integração com a comunidade local,apoiado pelo PROEXT – 2012 MEC/SESu.

O programa Agroecologia irá ao ar todas as sextas-feiras, das 8h30 às 9h30, na Rádio Damata FM 98.5. Também poderá ser acessado via internet no endereço: www.radiodamatafm.com.br  /.

A criação do programa, segundo a equipe, parte do entendimento de que a inserção efetiva da Universidade no campo da Extensão Rural, da Economia Solidária e da Agroecologia, à luz da sociedade contemporânea, pressupõe um repensar de sua função geradora e transmissora do saber. Tal constatação aponta para a necessidade da Universidade deixar de ser “a ilha do conhecimento” para desenvolver ações além-muro, de modo que os conhecimentos por ela gerados e trabalhados, para atingirem plenamente seus objetivos, devem ser amplamente divulgados, debatidos e assimilados pelo conjunto da sociedade.

Ademais, a Universidade, como instituição de ensino-pesqisa-extensão, deve promover e buscar uma aproximação, cada vez maior, com a sociedade a ponto de influenciar e ser influenciada por ela. Da mesma forma, a publicação dos achados da Universidade não deve acontecer somente em jornais e revistas especializadas, mas também em canais de comunicação de massa e de extensão, a exemplo do rádio.

Nesse sentido, a edição de um programa semanal de radiodifusão sobre Agroecologia, em uma emissora de rádio como a Comunitária Damata FM (98.5), será um importante canal de comunicação da UFRPE com a população urbana e rural da região metropolitana do Recife. Trata-se de uma forma de socializar conhecimentos e encurtar a distância entre o meio acadêmico e a comunidade na qual a UFRPE está inserida. Mas se trata também de oportunizar um espaço as agricultoras e agricultores da região envolvidos com estilos sustentáveis de agricultura e alimentos saudáveis e a todas as famílias consumidoras que optaram ou desejam optar por modelos de consumo mais conscientes e saudáveis.

Fonte: Grupo de Pesquisa em Agroecologia – http://grupodepesquisaemagroecologia.blogspot.com.br/

Emicida – Ás armas companheiro, pela liberdade, só por ela! #Pinheirinho

Lembro-me quando nos mudamos para o [bairro do] Cachoeira. Foram anos até conseguir ter um terreno para construir nossa casa. Detalhe: já havíamos passado por diversas situações de luta por um cantinho pra morar, lembro-me vagamente – na época ainda era um bebê – do que acabou por dar origem a bairros como a parte de cima da Ataliba, Filhos da Terra, o Pombal do Jaçanã, entre outros. Lembro dos acampamentos, das noites sob a lona preta, entre as cordas, sonhando que era ali que moraríamos, daquele dia em diante. Lembro de passeatas para Brasília, na qual minha mãe tinha que nos deixar sozinhos em casa e ir “pro front”, junto a nossos companheiros que também não tinham onde morar. A luta sempre foi uma constante para nós.
Mesmo após anos, mudando para o Cachoeira, com poucos meses na nova moradia, recebemos uma ordem de despejo, uma notificação, que dizia que em 15 dias todas as casas estariam no chão. Imagine-se recebendo uma carta da prefeitura após anos batalhando para construir sua casa, dizendo que eles estão chegando em 15 dias para a demolição? Desespero total, reuniões na recém-formada Associação de Moradores, enfim: sem informações ou meios a recorrer, abandonamos o local e fomos morar de favor na casa da família do meu padrasto. Minha mãe temia por nossas vidas, pois existia uma história de que na última desapropriação próxima das Furnas, muitos anos atrás, uma casa foi demolida com uma moradora ainda dentro que faleceu no desabamento. Coisa que ninguém duvidava devido ao fato de conhecermos a brutalidade dos braços da prefeitura/governo que se aproximam do povo.
Voltamos a morar no Cachoeira, todos os moradores voltaram, aos poucos, numa decisão unânime de lutar por seu lugar. Retornamos, vimos nossas casas demolidas, as refizemos com madeirite, ganhando a “cara” de favela. Água e luz irregulares, sem esgoto, e te falo: não acabou ali não. Foram inúmeras as vezes em que fizemos vigílias temendo que ateassem fogo ou roubassem nossos barracos, cordões humanos para que o mínimo de saneamento básico chegasse, pneus queimados parando a rodovia Fernão Dias contra a falta de segurança para os transeuntes que precisavam cruzá-la… Nada nunca foi noticiado, sofremos e lutamos em silêncio e, sempre, dali em diante passei a pensar em quantas famílias viviam as mesmas situações…
Hoje, vi a fotografia dos moradores de uma região conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo, e resolvi falar sobre isto, pois a história é cíclica, e ocorre em muitos cantos do nosso Brasil sem noticiamento algum e com desdobramentos mais violentos – vide as histórias recentes da criança indígena queimada por madeireiros, da marinha desrespeitando os quilombolas, veja o caso da Favela do Moinho em SP, incendiada criminalmente às vésperas do Natal, o projeto Nova Luz que visa desapropriar a região do centro para inserir nela “mais vida”. Estes são apenas alguns dos casos de maior repercussão midiática. Se formos estudar a fundo, realmente entramos no balanço da reforma agrária do ano que se passou e nos deparamos com outros inúmeros casos tristes de povos ribeirinhos/quilombolas/tradicionais que perdem suas comunidades em nome da especulação imobiliária, obras da Copa e tantos outros mega-projetos que tem ocorrido por aqui.
Senti orgulho de ver nossos irmãos no front e tristeza pela situação em si, que ainda muito se repetirá por nosso país. Meu desejo com este texto e com estas palavras, é enviar-lhes força, pois partilhamos do mesmo sonho, um Brasil sem desigualdade social, onde não exista tanta terra na mão de tão pouca gente, um país onde os mais pobres não tenham que pagar com o que não tem, pelas ideias bilionárias de quem pouco se importa com quantas vidas serão destruídas pela construção dos alicerces de seus edifícios. E ainda chamam isto de progresso! Na verdade até é: o termo progresso possui uma conotação ambígua, o que nos resta é lutar para que o termo possa ser empregado mais vezes com um sentido positivo.
Esta semana, coincidentemente, recebi o email de um companheiro do MST que me enviou a letra de “Num É Só Ver”, dizendo como esta letra trabalhava o tema com perfeição. Sincronicidade é foda! Nossos corações estão ligados a um mesmo sonho, a uma mesma luta, é involuntário que nossas poesias sejam um espelho disto.

Muito amor e todo apoio ao povo do Pinheirinho.

A rua é nóiz.

Emicida

Num é só ver

(Rael da Rima/ Emicida)

“Empresários perdem milhões
Pobres acham, devolvem
Barões matam nações
Que se refazem, se movem
Manipulam informações
Fodem!
Grandes populações
Que não se envolvem
Trancados em mansões
É, eles podem
Seguros das monções
Oh right, no problem
Epidemias, liquidações
Dormem pessoas simples nos barracões
Orem
Calam manifestações
Olhem
Por cifras, com vidas
Não estranhe que joguem
Atrás de notícias compradas
Se escondem
Sem dó tiram comida
De outro homem
Artistas fazem rir
Presidentes fazem chorar
Tiros são barulhentos
Mas não impedem de escutar
O canto dos que lutam pelo povo
Sempre vivo
Gente louca faz música
Gente séria explosivo”.

Couro, escama, tilápia renovada!

Depois de levar o nome da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) como grande vencedora do Prêmio Santander Universidade Solidária 2011, a Proposta de capacitação em aproveitamento de resíduos de tilápia (Oreochromis sp.) continua com planos para crescimento do projeto.

Coordenado pelas professoras, do curso de Engenharia de Pesca da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), Juliana Maria Aderaldo Vidal e Juliana Ferreira dos Santos e pela professora Weruska de Melo Costa, do Departamento de Biologia/Ecologia da UFRPE-Sede, a iniciativa objetiva, por meio de capacitação, novas técnicas de processamento para o aproveitamento de resíduos da tilápia, criando produtos gerados na atividade de filetagem. Então daquele peixe, que habitualmente a carne é comida e o resto vai para o lixo surgem biojoias, peças de artesanato, óleo, entre outros produtos.

A pele e a escama, geralmente desperdiçadas a partir da comercialização do peixe no mercado de Serra Talhada, passam a ser aproveitada pelos membros da Associação de Pescadores do Açude Saco, com o intuito tanto de evitar a contaminação do ambiente quanto de valorizar o potencial econômico desses materiais, gerando renda a pescadoras e pescadores.

A UFRPE-Sede forma novo grupo, com a professora Weruska, para começar a trabalhar com todos os resíduos do pescado, buscando novas formas de aproveitamento e de utilização de gestão social e sustentabilidade ambiental, fazendo com que a comunidade, a principio de Maria Farinha, envolvida possa trabalhar com os resíduos. Serão selecionadas 20 pessoas da comunidade para começarem a fazer cursos a partir do segundo semestre e aprender a trabalhar com escamas, couros e conchas.

A primeira produção da Associação de Pescadores do Açude Saco, feita junto à UAST, será distribuída para a Reitoria. Serão 100 peças de pesos de papel, com previsão de entrega em fevereiro de 2012, trabalhadas em vidro e escama da tilápia. A ideia já avança a dois anos levando no curriculum um total de seis projetos aprovados pela Extensão Rural (Proext).

No final deste ano a UFRPE/UAST finaliza o projeto com a comunidade de Serra Talhada e para não perder tempo emplaca já uma nova marca para não perder o contato e continuar acompanhando os moradores que exercem o trabalho. A professora Weruska de Melo Costa acredita que esse é um trabalho com começo, meio e fim. Visão, desenvolvimento local e gestão; para gerar continuidade e atualização, sem deixar de lado as riquezas culturais das comunidades.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) fica feliz em poder apresentar a sociedade um projeto inovador que visa a agregar a Universidade e a comunidade, capacitando e gerando novas oportunidades e grandes expectativas.

 

Fonte: http://ufrpe.br/noticia_ver.php?idConteudo=10318

UFRPE divulga Calendário Acadêmico 2012.

27 de dezembro de 2011

A Pró-reitoria de Ensino de Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (PREG/UFRPE) divulgou, nesta terça-feira (27/12), o calendário acadêmico unificado 2011, para o campus de Dois Irmãos e unidades acadêmicas de Garanhuns e Serra Talhada.
O início das aulas do primeiro semestre de 2012 está marcado para o dia 05 de março. As matrículas dos alunos regulares serão realizadas de 26 a 29 de fevereiro. No 1º de março será a vez dos retardatários.
Os dias 15 e 16 de fevereiro estão destinados a matricula dos alunos acompanhados (na coordenação do respectivo curso) e dos ingressantes na modalidade extravestibular (no Departamento de Registro e Controle Acadêmico-DRCA).
Do dia 06 ao dia 08 de março, os estudantes poderão efetuar reajustes de matrícula; trancamento; cancelamento e inclusão de disciplinas.
Exclusivamente para quem fez matrícula no período de 26/02 a 1º/03.Cancelamento de disciplinas e trancamento de matrícula devem ser realizados de 13 de março a 13 de abril, exclusivamente para quem efetuou matrícula de 26 de fevereiro a 1º de março.

No segundo semestre as aulas iniciam no dia 06 de agosto.

Fonte: UFRPE