Cisternas de plástico custam mais que o dobro das cisternas de placa. Asa-Brasil

Verônica Pragana – Asacom
16/12/2011

Enquanto a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) reivindica os recursos previstos para a continuidade de suas ações, o governo federal vai investir R$ 1,5 bilhão na instalação de 300 mil cisternas de plástico. O valor gasto pelo governo corresponde a mais que o dobro do que a ASA gastou para construir 371 mil cisternas de placas no Semiárido.Cada cisterna de plástico custa aos cofres públicos R$ 5 mil, segundo informou ontem (14) o Ministério da Integração Nacional numa reunião com representantes da ASA, em Brasília. A cisterna de placa custa R$ 2.080,00. No Programa Água para Todos, além das 300 mil cisternas de plásticos, serão construídas 450 mil de placa.

Outro fator que tem grande importância neste comparativo é o volume de recursos que são movimentados na economia local quando as cisternas são construídas. Para cada dez mil cisternas de placas feitas, são injetados na economia local R$ 20 milhões, através de compra de matéria-prima na região, contratação de pedreiros das comunidades e impostos. Já as cisternas de plástico serão fabricadas por indústrias e entregues nas comunidades rurais por empreiteiras.

A Articulação no Semi-árido (ASA) tem encabeçando uma campanha contra as cisternas de plástico. Além de economicamente inviável, a ASA aponta outros fatores negativos em relação à distribuição desse equipamento que já vem pronto para as famílias. Um deles diz respeito ao não domínio da técnica de construção pelas famílias e pedreiros da região.

Para a sociedade civil, a disseminação ds cisternas de plástico é uma nova forma de atuação da “indústria da seca”, cujas obras são feitas sob a alegação de “combater a seca” que sempre beneficiaram poucos, mantendo o poder das elites dominantes.

Veja aqui Campanha Cisternas de Plástico/PVC – Somos Contra.

Fonte: Asa – Brasil

Documentarista Sílvio Tendler exibe novo trabalho e participa de debate sobre agrotóxicos na UFRPE.

Nesta quinta-feira (22/10) teremos a exibição do documentário “O veneno está na mesa”, novo trabalho do documentarista Sílvio Tendler. A exibição será realizada no Salão Nobre da UFRPE, a partir das 18h30. Depois da exibição do filme, o Tendler e outros convidados participam de debate sobre o abuso no uso de agrotóxicos para produção de alimentos. A entrada para o evento é gratuita.Tendler é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema Brasileiro: “O Mundo Mágico dos Trapalhões”, “Jango”, e “Anos JK”. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio que só visa à maximização dos lucros.Entre os debatedores, já foi confirmada a presença do professor e pesquisador Francisco Roberto Caporal, do Núcleo de Agroecologia e Campesinato  (NAC) e do Programa de Extensão Rural e Desenvolvimento Local (Posmex) da UFRPE. Crítico ferrenho da utilização indiscriminada de agrotóxicos na produção de alimentos, Caporal é considerado um dos maiores exponentes da Agroecologia em todo o país.

O evento é uma realização do Diretório Acadêmico do curso de Ciências Sociais da UFRPE e do Movimento Revocultura Livre, contando com o apoio da coordenação de Ciências Sociais, do Núcleo de Agroecologia e Campesinato (NAC), do Jepex 2011, do MST, da Fiocruz, do Comitê Pernambucano da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Debate sobre a campanha permanente contra a utilização de agrotóxicos e pela vida.